*Por Lúcio Santos
Considero o Wiella Bistrô um dos melhores restaurantes de Recife. Em todos os aspectos, este recebe um status máximo [normalizado] de qualidade.
- O serviço, como sempre, impecável. Não me lembro de ter tido qualquer problema com o atendimento no Wiella.
É perceptível o zelo dos garçons com os detalhes. A forma como se comunicam, como agem, como se preocupam com o cliente, de forma natural, educada e sem serem invasivos.
- As taças estavam impecáveis, limpas e sem manchas de dedos (há algo pior do que as digitais de alguém na taça que você vai usar? Geralmente gosto de inspecionar a taça a ser utilizada. E normalmente vejo manchas de dedos nas taças.)
- O vinho da noite foi o espanhol Marques de Riscal Rioja - Reserva 2005 (R$130,00). Recomendo.
Algo que percebo em muitos sommeliers é o caráter subjetivo de suas opiniões, deixando de lado os aspectos técnicos. Acho que deveria haver a sensibilidade de se procurar entender o que o cliente está querendo saber, ao invés de impregnar a resposta com aspectos pouco úteis sobre a bebida, quando, na verdade, eu estava pedindo uma descrição sobre a bebida que contribuísse para minha escolha.
- Você poderia me falar sobre este aqui?
- É muito bom, senhor.
“Muito bom” definitivamente não é o tipo de resposta que alguns clientes esperam receber ao falar com o especialista da casa sobre o assunto...
- O serviço do vinho foi muito bem executado. Nota 10. E a atenção ao cliente durante o consumo da bebida também foi impecável (sem precisar que você procure por eles para encham sua taça novamente, entre outros aspectos).
- O ambiente do Wiella é muito agradável, sofisticado, com uma boa acústica e com as mesas esparsas, sem que você precise sentir o perfume das pessoas situadas na mesa ao lado. E pra minha sorte, neste dia o restaurante estava quase vazio!
- Meu prato escolhido foi o Tornedor ao molho madeira com risoto de funghi porcini.
É raro encontrar um lugar que consiga preparar adequadamente um filé alto. Geralmente, ou vem queimado por fora ou vem cru por dentro, por mais que você peça ao garçom para que o chefe preste atenção ao ponto de equilíbrio. O Wiella consegue o ponto de equilíbrio perfeito. O Mingus e o Jalan Jalan também sempre conseguem. Os demais geralmente não conseguem.
O risoto também estava impecável, tanto em termos de sabor quanto em consistência. Recomendo.
Quem me acompanhava pediu o Talharim com especiarias e frutos do mar. O prato estava muito bem preparado. Recomendo.
Não acho razoável que alguém que se dê o trabalho de sair para jantar em Recife e não vá ao Wiella. As pessoas perdem tempo escolhendo para onde ir e acabam indo a lugares que não proporcionarão uma experiência tão agradável quanto ir ao Wiella.
Wiella Bistrô
Avenida Engenheiro Domingos Ferreira, 1274 - Shopping da Decoração, lojas 13 a 16
Telefone: 3463-3108
quinta-feira, 24 de março de 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Post do Leitor: Restaurante Pomodoro Café, outubro de 2010
[O post abaixo foi enviado por um leitor que quis contribuir com o blog. Se você tem alguma história pra contar de algum restaurante recifense, seja positiva ou negativa, envie um e-mail para sabordorecife@gmail.com]
*Enviado por Lúcio Santos
Não consigo compreender nem os critérios nem o processo de avaliação que a Veja Recife utiliza para a seleção dos supostos melhores restaurantes da cidade [http://vejabrasil.abril.com.br/recife - As Mesas Campeãs].
Considero um jantar um ritual no qual todas as etapas precisam ser executadas com o máximo de atenção aos detalhes e zelo com o menu, a carta de bebidas, o ambiente e o serviço. Por isso, fico abismado com o fato de o Pomodoro Café ser eleito o "Melhor Italiano da Cidade".
Vamos aos pontos:
- Neste dia, não fiz reserva antecipadamente. Aguardamos num banco desconfortável no lado de fora do restaurante por cerca de 20 minutos. Sem problemas. Mas a falta de cortesia da recepcionista e sua deselegância no trato foram bastante convidativas à minha retirada do local. Pondero, inclusive, que a recepcionista do Pomodoro deveria usar uma maquiagem mais adequada ao local e ao momento, e não aquela coisa pesada no rosto.
- Ao sermos conduzidos à nossa mesa, esta ainda estava sendo forrada. Aos poucos os garçons trouxeram os talheres e os pratos (não trouxeram as taças). Por que não nos chamam apenas quando a mesa está de fato pronta, sem que precisemos nos sentir invadidos pela manobra da arrumação?
- Pedimos uma água e, pra minha surpresa, trouxeram-nos 2 copos de requeijão (chamo estes copos simplórios de copos de requeijão). Como pode um restaurante que pretende passar uma imagem de refinamento e sofisticação me trazer copos de requeijão? Educadamente falei que haviam se enganado e nos trazido copos ao invés de taças para água.
- Sobre os dois garçons que nos atenderam: uniformes bagunçados e amarrotados, com um certo ar de desleixo. A forma como falavam conosco demonstrava muita pressa e desorganização no atendimento. Não estamos ali fazendo o favor de sermos atendidos nem lutando pela atenção do garçon.
- Ao pedir a carta de vinhos, sou surpreendido com uma folha de papel A4 impressa, suja e manchada. Essa foi uma das coisas horríveis que já vi em um restaurante. Quem diria no "Melhor Italiano de Recife".
- Adoro beber. E adoro maximizar uma experiência gastronômica com um vinho que me proporcione uma sensação de que valeu à pena tê-lo escolhido e tê-lo consumido.
Estaria disposto a perdoar a carta feita em impressora jato de tinta se ali houvesse uma boa variedade de rótulos ou algum vinho que me chamasse a atenção (em geral, não é preciso muito). Mas além de poucos, os rótulos eram bastante simples, fracos. Não me importo em pagar R$200,00 por um vinho se este aparentar ter alguma característica diferenciada ou proporcionar uma experiência agradável. Mas me importo muito em pagar R$70,00 por algum que posso encontrar a R$24,00 no supermercado mais próximo.
Finalmente, o garçom se mostrou bastante desajeitado com o serviço do vinho. De fato, neste momento eu já não esperava mais nada.
- Não entendo qual a dificuldade que estes arquitetos possuem para projetar um ambiente que otimize a redução do barulho. É impossível conversar tranquilamente lá. Ninguém consegue ter um jantar suspostamente romântico em meio a um barulho de feira ambulante.
- Resolvi pular a entrada e ir direto para o prato principal. Ravióli. O prato não demorou, mas a massa estava muito mole, se desmanchando. Preferi nem retornar o pedido e aguardar outro. Só pensava em ir embora dali.
Acredito que este recinto precisa de um gerenciamento mais eficiente. Todas as vezes em que estive lá (2 vezes), tive problemas.
Pomodoro Café
Rua Capitão Rebelinho, 418, Pina, 3326-6023 (150 lugares, mas deveria ser pra 50).
www.pomodorocafe.com.br
*Enviado por Lúcio Santos
Não consigo compreender nem os critérios nem o processo de avaliação que a Veja Recife utiliza para a seleção dos supostos melhores restaurantes da cidade [http://vejabrasil.abril.com.
Considero um jantar um ritual no qual todas as etapas precisam ser executadas com o máximo de atenção aos detalhes e zelo com o menu, a carta de bebidas, o ambiente e o serviço. Por isso, fico abismado com o fato de o Pomodoro Café ser eleito o "Melhor Italiano da Cidade".
Vamos aos pontos:
- Neste dia, não fiz reserva antecipadamente. Aguardamos num banco desconfortável no lado de fora do restaurante por cerca de 20 minutos. Sem problemas. Mas a falta de cortesia da recepcionista e sua deselegância no trato foram bastante convidativas à minha retirada do local. Pondero, inclusive, que a recepcionista do Pomodoro deveria usar uma maquiagem mais adequada ao local e ao momento, e não aquela coisa pesada no rosto.
- Ao sermos conduzidos à nossa mesa, esta ainda estava sendo forrada. Aos poucos os garçons trouxeram os talheres e os pratos (não trouxeram as taças). Por que não nos chamam apenas quando a mesa está de fato pronta, sem que precisemos nos sentir invadidos pela manobra da arrumação?
- Pedimos uma água e, pra minha surpresa, trouxeram-nos 2 copos de requeijão (chamo estes copos simplórios de copos de requeijão). Como pode um restaurante que pretende passar uma imagem de refinamento e sofisticação me trazer copos de requeijão? Educadamente falei que haviam se enganado e nos trazido copos ao invés de taças para água.
- Sobre os dois garçons que nos atenderam: uniformes bagunçados e amarrotados, com um certo ar de desleixo. A forma como falavam conosco demonstrava muita pressa e desorganização no atendimento. Não estamos ali fazendo o favor de sermos atendidos nem lutando pela atenção do garçon.
- Ao pedir a carta de vinhos, sou surpreendido com uma folha de papel A4 impressa, suja e manchada. Essa foi uma das coisas horríveis que já vi em um restaurante. Quem diria no "Melhor Italiano de Recife".
- Adoro beber. E adoro maximizar uma experiência gastronômica com um vinho que me proporcione uma sensação de que valeu à pena tê-lo escolhido e tê-lo consumido.
Estaria disposto a perdoar a carta feita em impressora jato de tinta se ali houvesse uma boa variedade de rótulos ou algum vinho que me chamasse a atenção (em geral, não é preciso muito). Mas além de poucos, os rótulos eram bastante simples, fracos. Não me importo em pagar R$200,00 por um vinho se este aparentar ter alguma característica diferenciada ou proporcionar uma experiência agradável. Mas me importo muito em pagar R$70,00 por algum que posso encontrar a R$24,00 no supermercado mais próximo.
Finalmente, o garçom se mostrou bastante desajeitado com o serviço do vinho. De fato, neste momento eu já não esperava mais nada.
- Não entendo qual a dificuldade que estes arquitetos possuem para projetar um ambiente que otimize a redução do barulho. É impossível conversar tranquilamente lá. Ninguém consegue ter um jantar suspostamente romântico em meio a um barulho de feira ambulante.
- Resolvi pular a entrada e ir direto para o prato principal. Ravióli. O prato não demorou, mas a massa estava muito mole, se desmanchando. Preferi nem retornar o pedido e aguardar outro. Só pensava em ir embora dali.
Acredito que este recinto precisa de um gerenciamento mais eficiente. Todas as vezes em que estive lá (2 vezes), tive problemas.
Pomodoro Café
Rua Capitão Rebelinho, 418, Pina, 3326-6023 (150 lugares, mas deveria ser pra 50).
www.pomodorocafe.com.br
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Restaurante Benedictus, 18/02/2010
Sempre achei que um restaurante não deve oferecer apenas uma estrita experiência gastronômica. O(s) prato(s) embora deliciosos, podem ser arruinados se o ambiente nao estiver a altura em em todos os detalhes.
Feita esta ponderação, tenho alguns comentários a respeito do Restaurante Benedictus, relativamente novo na cidade.
- Ponto positivo para a possibilidade de utilizar o estacionamento da SMS, ao lado, sem ter de pagar um serviço extorsivo de manobrista e saber que seu carro está em segurança (aparentemente tanto a locadora de vídeo quanto o restaurante pertencem ao(s) mesmo(s) propietário(s));
- Será que é difícil, quando da abertura da casa, deixar todos os garçons cientes de que prato ou vinho não está saindo por estar em falta? Nada mais irritante do que fazer um pedido e receber a informação, poucos minutos depois, referente à indisponibilidade. Colocar pequenas etiquetas pretas, como tarjas, cobrindo o nome/preço no menu é uma boa idéia No meu caso aconteceu com um vinho e com um dos pratos;
- Aparentemente os garçons não estão cientes de que na hierarquia de taças a mais alta deve ser destinada para a água e não para o vinho;
- Não havia talheres específicos (menores) para o couvert. Tive de usar a faca gigantesca da refeição para tal;
- Não cheguei a bisbilhotar de perto porque havia uma grande divisória de granito separando os ambientes, mas acredito que o salão não é bem isolado da cozinha: além de ouvir barulho de talheres e pratos batendo a todo momento, a certa altura o ambiente ficou completamente incensado pelo cheiro do preparo de algum prato. Bem, acho que todos concordam que o olfato é utilizado na hora de apreciar um bom prato. Não gostei muito de ser obrigado a sentir o cheiro de um prato que definitivamente não era o meu. Uma boa alternativa para separar a cozinha do salão principal é ter duas portas isolando um pequeno ambiente de passagem. Assim você isola o barulho e os eventuais "cheiros" vindos da cozinha;
- Em relação aos pratos, foi muito bem preparados. Pedi um filé defumado (Filé Benedictus) que era acompanhado por um risoto de queijo brié (salvo engano). Palmas para a consistência do risoto: cremoso e com o arroz al dente. A crítica vai para a quantidade de sal contida no risoto: absurda, quase ao ponto de comprometer o prato. Quem me acompanhava pediu um risoto funghi que estava ainda mais comprometido pela quantidade de sal.
O restaurante tem potencial, mas precisa trabalhar alguns detalhes. Confiram vocês mesmos o restaurante e dêem sua opinião.
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